28 de abril de 2015

PILARES DO TRIBAL - Ana Carolina Saboya Ash

Entrevista elaborada por Carine Würch para os participantes do General Skills e Teacher Training com Carolena Nericcio e Megha Gavin, em abril de 2015 em São Paulo. 
Conte uma breve trajetória da sua dança. (Ana Carolina Saboya Ash)
Eu não tenho background em dança do ventre. fiz 10 anos de ballet clássico no Método Vaganova mas parei de dançar muitos anos antes de conhecer o tribal

Um dia, a Kyia Sharif, que é amiga da minha irmã, foi se apresentar no Tribes Brasil 2011 e me chamou pra assistir. Cheguei lá falando que não curtia muito dança do ventre e dei de cara com um solo da Ariella

Foi algo totalmente inesperado pra mim. E depois veio a Cia. Shaman com Carcará

Eu pirei. Eu gritava, aplaudia, levantava da cadeira, fiquei alucinada! 

Não sabia o q era aquilo, mas sabia que era aquilo que eu queria fazer. Dois dias depois eu tava batendo na porta do Asmahan pedindo pra "fazer aula de Carcará" e a Jhade Sharif tentando me explicar que aquilo era tribal fusion

hahahahahaha!

O que fez você escolher fazer o curso com Carolena Nericcio? 
Bom, comecei a fazer tribal fusion com Jhade Sharif em 2011, e depois de um período de despertar de consciência corporal, ela foi acertadamente me direcionando pro ATS

Me faltava base pra 'fusion' o 'tribal' ;) 

Fui fazendo as aulas durante esses anos e tinha começado a me apresentar de verdade há apenas alguns meses, quando soube que 'Mama C. herself' ia vir pro Brasil. 

Pensei "ok, eu quero fazer isso pra valer? A hora é essa!" E resolvi me dedicar mais do que nunca. Foi um período de muito aprendizado pessoal e crescimento, para chegar no workshop dando o meu máximo, pra fazer valer a pena. E muita humildade pra saber que eu não tenho o tempo de dança e background de muitas bailarinas que estariam ali comigo. Foi tudo ou nada, um salto de cabeça no estilo. E valeu muito a pena.


Você já fazia aulas regulares de ATS? Participa de algum grupo/ trupe que se dedica ao estilo?
Comecei a fazer aulas com a Nadja Al-Baladi e depois com a Aline Muhana, minha professora até hoje. Durante a preparação pro workshop cheguei a fazer 3 aulas por semana, uma de preparatório/revisão de técnica, uma de intermediário e uma de básico, todas de ATS

Foi muito importante pra botar em prática tudo que estava revendo e dançar em formação com pessoas de diferentes níveis. Além disso faço parte do grupo Zaman Tribal com a Helena Marinho, a Carol Marques e todas as alunas da Aline que se encontram aptas e disponíveis pra se apresentarem quando aparecem os convites. é um grupo fluido mas unido, é a minha tribo <3 .
Na sua opinião, qual a maior dificuldade dentro do curso? (desafios físicos, mentais, financeiros?)
Acho que o processo de preparação pro curso foi mais extenuante do que o curso em si, mas pq exigiu dedicação constante por muitos meses seguidos. Durante o curso foi só amor! Fiquei apaixonada pela Carolena e pela Megha, claro, mas acho que fiquei tietando as irmãs de dança que estavam ao meu lado em igual proporção. 

A sensação de ter 70 pessoas, muitas que mal se conhecem, dançando juntinhas, tocando snujfoi arrepiante <3

Com esta formação, pretende dar aulas regulares de ATS?
Não fiz o teacher training, minha intenção não era ser professora de ATS, ainda tenho muito que aprender primeiro ;) fiquei muito feliz em ter feito só o GS Clássico e Moderno.

O que mais você absorveu de toda esta experiência? 
A sensação de coletividade, de sermos uma tribo, não por nascimento ou território, mas por escolha. Escolhemos todos esse estilo e honrar a raiz dele é honrar esse coletivo. Quando subimos no palco unidos, somos a Dança.


Como é ter aulas com a criadora do Estilo? Sua percepção em relação a Carolena (mãezona? Rígida? etc) é diferente do que você imaginava anteriormente? Conte-nos. :)
Eu esperava que ela fosse mais rígida até, talvez pela minha referência de tantos anos com o ballet clássico, mas ela é puro amor e eu não conseguia conter o meu sorriso durante a aula toda. 

Ela é uma inspiração e a forma que ela enxerga a Dança é quase espiritual, ela mesma disse "Quando você está no palco, você não é você. Você é 'DANÇA'." 


Ver a Dança como uma entidade me fez perceber que o que fazemos é um ato de devoção e entrega, de dissolução do ego no todo. Nós somos UM, e esse UM dança ;)

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